Na última sexta-feira (13), a deputada estadual Ludmilla Fiscina (PSD) protocolou, na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), o Projeto de Lei nº 26.184/2026, que propõe o reconhecimento da guitarra baiana, bem como das práticas e tradições a ela associadas, como patrimônio cultural imaterial do Estado da Bahia.
A proposta busca não apenas reconhecer um dos símbolos mais marcantes da cultura baiana, mas também valorizar os artistas e profissionais que mantêm vivas as tradições ligadas ao instrumento.
Há 86 anos, a guitarra baiana embala o Carnaval da Bahia. Criada na década de 1940 por Dodô e Osmar, inicialmente recebeu o nome de “Pau Elétrico”. Na década de 1970, o instrumento passou a ser chamado de guitarra baiana, denominação popularizada por Armandinho, renomado artista da música baiana que contribuiu para difundir o instrumento em todo o país.
“O nosso mandato avaliou e estudou a necessidade da guitarra baiana ser considerada patrimônio cultural porque é um instrumento que faz parte da vida de todos nós, da nossa cultura e da nossa identidade. É o principal instrumento do Carnaval, um momento de muita festa e celebração, mas também de muito trabalho. Muitas pessoas são empregadas durante o Carnaval e a guitarra baiana faz parte de toda essa história”, declarou a deputada.
O instrumento pode ser considerado um símbolo de resistência da cultura e da identidade do povo baiano, já que está diretamente ligado ao Carnaval de Salvador como é conhecido atualmente.
O projeto encontra-se em tramitação na ALBA e será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça. Caso aprovado, o reconhecimento passará a valer a partir da publicação da nova lei.
Foto: Aluísio Neto



